Um laudo da Polícia Militar Ambiental (PMA) revelou que a morte de milhares de peixes no Rio Imaruim, em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi causada por uma combinação de fatores ambientais. O relatório foi divulgado na segunda-feira, 20 de abril de 2026.
Os peixes começaram a aparecer mortos nos primeiros meses do ano, gerando preocupação entre os moradores que avistaram cardumes boiando na água em fevereiro. O laudo aponta que a água ácida, com pH de 4,9, e a baixa concentração de oxigênio foram fatores determinantes para a mortandade.
Além disso, a temperatura elevada da água, que alcançou 28,6 °C, também contribuiu para a situação, pois reduz o oxigênio dissolvido e aumenta o metabolismo dos peixes, que passam a necessitar de mais oxigênio. A presença de surfactantes, que indicam esgoto doméstico, aumentou a carga orgânica na água, provocando um aumento na demanda bioquímica de oxigênio.
O laudo conclui que a combinação desses fatores, juntamente com a limitação de mobilidade da espécie Manjubinha (Cetengraulis edentulus), aumentou a vulnerabilidade dos peixes, justificando a mortandade observada. O número exato de peixes mortos não foi divulgado, e o Instituto do Meio Ambiente (IMA) ainda estava realizando um balanço da quantidade de animais encontrados.
A PMA realizou análises de indicadores microbiológicos e físico-químicos da água após uma fiscalização ambiental e coleta de amostras no local. A prefeitura de Palhoça foi contatada, mas não respondeu até a última atualização da reportagem.


