A cacica Etelvina Fontora, de 71 anos, do povo Guarani, está desaparecida desde o dia 5 de abril na Grande Florianópolis. Natural de Palhoça, ela reside na Terra Indígena Cambirela e divide a casa com o filho.
A imagem de Etelvina foi divulgada nas redes sociais do programa SOS Desaparecidos da Polícia Militar e no site da Polícia Civil. Até a última atualização desta reportagem, as autoridades não haviam retornado o contato feito pelo portal.
A filha de Etelvina, Indianara Fontora, descreveu a mãe como uma pessoa tranquila e uma liderança respeitada na comunidade. Ela é a única cacica da terra indígena e levava uma rotina simples, cuidando do filho que tem esquizofrenia.
“”Tudo que eu sei eu já comuniquei à polícia, e também já procurei pela mata e pela cachoeira e nada encontrei. Eu acredito que ela saiu, pois não encontrei os documentos e notei que falta roupas dela”, disse Indianara.”
O caso foi comunicado às autoridades logo após o desaparecimento. O coordenador da comissão de caciques de Santa Catarina, Kennedy Karai, informou que a família registrou um boletim de ocorrência no dia 8 de abril, mas até o momento não houve respostas sobre a investigação.
“A gente acionou a FUNAI, fizemos os boletins de ocorrência e tudo mais, mas após isso, tanto a FUNAI como a força policial ainda não deram nenhum retorno de como que está a investigação, como que está a procura”, afirmou Karai.
Em nota divulgada no dia 20 de abril, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) manifestou repúdio pela falta de respostas sobre o desaparecimento. A entidade ressaltou que é inaceitável que, após aproximadamente duas semanas, ainda não haja esclarecimentos sobre o paradeiro de Etelvina.
“”Dona Etelvina está desaparecida desde o dia 05 de abril, na aldeia Cambirela, localizada em Palhoça. É inaceitável que, após aproximadamente duas semanas, ainda não haja esclarecimentos sobre seu paradeiro”, escreveu a Apib.”


