O diretor do FBI, Kash Patel, abriu um processo de difamação de US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) contra a revista The Atlantic na segunda-feira, 20 de abril de 2026. O processo foi motivado por uma reportagem que o descreveu como um funcionário frequentemente bêbado e ausente.
Durante uma coletiva de imprensa na terça-feira, Patel negou veementemente as alegações. Ele afirmou:
““Nunca estive bêbado no trabalho. Pode vir. Nos vemos no tribunal. Sou o primeiro a chegar. Sou o último a sair. Nunca dou ouvidos à máfia das notícias falsas.””
A reportagem da revista indicou que o consumo de álcool de Patel se tornou “uma fonte recorrente de preocupação em todo o governo”, citando entrevistas com mais de duas dúzias de pessoas, incluindo atuais e ex-funcionários do FBI. Entre as alegações mais graves, mencionou-se que seu segurança teve dificuldades para acordá-lo em pelo menos uma ocasião, pois ele parecia embriagado. Além disso, agentes solicitaram “equipamentos de violação de nível SWAT” para acessar uma sala onde ele não respondia atrás de uma porta trancada.
A Casa Branca e o Departamento de Justiça também negaram as acusações apresentadas na reportagem. A revista The Atlantic, por sua vez, declarou que manterá a reportagem e que pretende se defender na Justiça.
Na mesma terça-feira, os democratas do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA iniciaram um inquérito formal sobre os supostos hábitos de consumo de álcool do diretor do FBI. Eles exigiram que Patel realizasse uma avaliação padronizada de abuso de álcool e enviasse os resultados ao Congresso. Uma carta enviada pelos democratas afirmava:
““Esses vislumbres de sua relação com o álcool seriam alarmantes de ver em um agente do FBI; para nós, vê-los no próprio Diretor do FBI é chocante e indicativo de uma emergência pública.””
As acusações contra Patel surgem pouco tempo após a exposição de fotos pessoais dele, decorrente de um ataque hacker atribuído a um grupo ligado ao Irã, o que gerou preocupações sobre segurança e possível vazamento de informações.


