O enviado especial americano Paolo Zampolli apresentou nesta quarta-feira uma proposta ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para substituir a seleção do Irã pela da Itália na próxima Copa do Mundo. A sugestão foi revelada pelo jornal Financial Times e gerou repercussão nos bastidores do futebol e da diplomacia internacional.
Segundo Zampolli, a inclusão da seleção italiana, tetracampeã mundial, poderia ser justificada tanto por seu peso histórico no esporte quanto por um simbolismo especial.
““Seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos Estados Unidos””
, afirmou. O próximo Mundial terá jogos em solo americano, e Zampolli acredita que a presença da Itália ampliaria o apelo do evento.
No entanto, a proposta é vista como um movimento político. A iniciativa também visa reaproximar o ex-presidente Donald Trump da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após um desgaste recente nas relações, agravado por declarações de Trump e tensões geopolíticas relacionadas ao Irã.
Apesar da repercussão, a sugestão enfrenta obstáculos significativos. As regras da FIFA são rígidas quanto à classificação para a Copa do Mundo, e não há precedentes recentes de substituições por critérios políticos ou simbólicos. Nem a Federação Italiana de Futebol, nem a federação iraniana, tampouco a própria FIFA comentaram oficialmente sobre o tema.
A Itália, que soma quatro títulos mundiais, vive um momento incomum em sua história, pois ficou fora da Copa pela terceira vez consecutiva, após derrota na repescagem para a Bósnia e Herzegovina. A simples hipótese de sua inclusão fora de campo evidencia como o futebol está entrelaçado a interesses políticos e diplomáticos, mesmo quando os resultados já foram definidos dentro das quatro linhas.


