O deputado federal Filipe Barros (PL) comentou a estratégia do senador Flávio Bolsonaro de se posicionar como um candidato mais moderado na corrida presidencial de 2026. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, Barros afirmou que essa abordagem é autêntica e reflete o perfil político do pré-candidato.
Barros destacou que a campanha de Flávio Bolsonaro se baseia na união da direita e em uma agenda de enfrentamento ao Judiciário. Ele criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e indicou que a disputa eleitoral deve se concentrar em rejeição, alianças e propostas institucionais, especialmente relacionadas à Justiça.
Sobre a estratégia de moderação de Flávio Bolsonaro, Barros disse: “É um movimento natural do Flávio. Ele dialoga com todos, tem princípios, conversa com todos os partidos.” O deputado também mencionou que o desgaste do governo atual e a crescente rejeição a Lula favorecem o pré-candidato. “A rejeição do Lula tem crescido e as iniciativas para reverter isso não têm dado resultado”, afirmou.
Barros acredita que Flávio Bolsonaro pode surpreender nas próximas pesquisas. Ele comentou que, atualmente, é mais fácil para a direita se organizar do que para o governo manter sua base. “Hoje é mais fácil o Flávio construir uma frente ampla contra o PT do que o Lula manter uma frente ampla contra o Bolsonaro”, disse.
O deputado minimizou as divisões recentes dentro do campo conservador, considerando-as naturais. “Divergências são naturais do processo político”, afirmou, ressaltando a importância de unir a direita e a centro-direita para vencer as eleições. Ele citou alianças formadas no Paraná como exemplo positivo.
Barros também acredita que o Judiciário será um tema central na eleição. Ele afirmou que uma reforma do Judiciário será inevitável e que a sociedade demanda discussões sobre os limites de atuação dos ministros do Supremo. “Não pode haver ninguém acima da lei numa democracia”, declarou.
O deputado defendeu propostas como a imposição de mandatos para ministros e a exigência de que tenham origem na carreira jurídica. Ele enfatizou que a Corte deve ser uma corte constitucional, não um juizado que julga tudo e todos. Barros acredita que a pauta institucional pode influenciar o resultado eleitoral, especialmente em um cenário polarizado.
Ele concluiu que a discussão sobre o Judiciário pode mobilizar eleitores e deve ser somada a outros fatores, como economia e alianças políticas. “As divergências não podem ser maiores do que a necessidade de união”, finalizou.

