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Justiça

Julgamento de motoboy acusado de assassinar ex-companheira é adiado no Acre

Amanda Rocha
Última atualização: 23 de abril de 2026 20:15
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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O julgamento de Jairton Silveira Bezerra, de 46 anos, acusado de assassinar a ex-companheira Paula Gomes da Costa, de 33 anos, foi adiado para às 8h30 da próxima terça-feira (28) na Cidade da Justiça, em Rio Branco. O júri estava agendado para ocorrer nesta sexta-feira (24), mas o motivo do adiamento não foi informado, segundo uma familiar que pediu para não ser identificada. O caso segue em segredo de justiça.

Jairton é acusado de matar Paula a facadas na frente da filha de 6 anos no bairro Alto Alegre, em Rio Branco, no dia 27 de outubro de 2024, após não aceitar o fim do relacionamento. O ex-marido já havia agredido a vítima em outras ocasiões e descumpriu a medida protetiva que ela possuía.

A nova data do júri foi marcada pelo juiz Alesson Bráz e confirmada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar de Rio Branco. Durante a sessão, testemunhas de acusação e defesa devem ser ouvidas, além do interrogatório do réu. O portal não conseguiu contato com a defesa de Jairton.

Jairton foi pronunciado pela Justiça para responder por homicídio simples, classificado como feminicídio, qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima na presença de descendente, em um contexto de violência doméstica. O juiz Alesson Braz autorizou a oitiva das testemunhas indicadas pelo Ministério Público (MP-AC), pela assistente de acusação e pela defesa. Uma das testemunhas deve prestar depoimento na cidade onde reside, sem precisar comparecer à sessão na capital.

O magistrado também autorizou a inclusão no processo de um relatório de acompanhamento psicológico da filha da vítima e de um vídeo anexado aos autos. Por outro lado, negou o pedido de quebra de sigilo telefônico feito pela assistente de acusação, considerando que esse tipo de solicitação deve ser apresentado em um processo separado.

Em janeiro de 2025, a Justiça aceitou a denúncia do MP-AC e tornou Jairton réu no processo. Em junho do mesmo ano, o juiz Alesson Braz decidiu que ele fosse a júri popular, por entender que havia indícios suficientes para que o caso fosse julgado pelo Conselho de Sentença. A defesa tentou mudar a acusação para homicídio qualificado, mas o pedido foi negado.

Em novembro, a defesa de Jairton teve negado o recurso que pedia a retirada da qualificadora de feminicídio, para que ele fosse julgado apenas por homicídio qualificado. A primeira audiência chegou a ser adiada em maio do ano passado e, em junho, o homem foi pronunciado a júri popular. Paula Gomes da Silva tinha 33 anos e era funcionária de uma clínica odontológica.

Jairton, que era gerente em uma loja de tintas da capital acreana, fugiu após o crime. Ele se entregou à polícia no dia 6 de novembro na Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, 10 dias após o crime. Logo em seguida, foi encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para prestar depoimento. Ele teve um pedido de liberdade ou substituição de prisão por medidas cautelares negado em dezembro de 2024.

No início de abril de 2025, teve negado outro pedido de benefício da Justiça gratuita e exclusão no processo da agravante de que o crime foi cometido na frente da filha do casal. A defesa alegou à época a ausência dos requisitos legais para manutenção da prisão, utilizando a filha como argumento, mesmo sendo apontado como o culpado por tirar a vida da mãe dela e fazer com que testemunhasse o crime.

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