Ariston de Souza Jardim, ex-vereador e candidato a prefeito de Acrelândia, no Acre, foi nomeado para a Secretaria Estadual de Agricultura do Acre (Seagri). A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em 23 de abril de 2026, assinada pela governadora Mailza Assis (PP).
Jardim, condenado a cinco anos por tortura em 2017, foi preso pela Interpol em Lisboa em junho de 2023. Ele foi condenado junto com mais quatro pessoas por um caso de tortura ocorrido em Acrelândia em 2011 e fugiu para Portugal enquanto respondia ao processo. Em outubro de 2023, foi extraditado e começou a cumprir a pena.
Atualmente, ele cumpre a sentença em regime semiaberto, tendo progredido para o regime aberto em 2025, quando teve a tornozeleira eletrônica retirada. A remuneração prevista para o cargo que ocupará é de R$ 4.027,04.
A secretária Temyllis Silva afirmou que não conhecia Jardim e não tinha conhecimento de sua condenação, ressaltando que a lotação foi definida pelo governo. A Secretaria de Comunicação (Secom) informou que o decreto de nomeação será tornado sem efeito.
““Na decisão, o Tribunal da Relação de Coimbra considerou que o pedido de extradição atendia aos requisitos formais e materiais exigidos pela Convenção de Extradição da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e que não se verificou nenhuma causa para recusar a extradição”, informou o Ministério Público do Acre.”
O mandado de prisão contra Jardim foi cumprido pela Interpol no dia 14 de junho de 2023, e o caso foi divulgado pela Polícia Federal no dia 20 do mesmo mês. Ele era procurado para cumprir a sentença proferida pelo Juízo da Vara Única Criminal da Comarca de Acrelândia.
As buscas por Jardim eram realizadas em 190 países desde que seu nome foi incluído na difusão vermelha da Interpol. A condenação ocorreu em 24 de julho de 2017, e ele foi sentenciado a cinco anos de reclusão em regime inicial semiaberto.

