Uma equipe da Administração Espacial Nacional da China (CNSA) planeja construir uma estufa na superfície da Lua para auxiliar futuras missões de longa duração. A proposta foi apresentada por engenheiros do programa espacial chinês no dia 22 de abril de 2026.
A engenheira Wang Qiong, do Centro de Exploração Lunar da CNSA, explicou que a ideia é utilizar tecnologias de construção no solo lunar para criar uma estrutura que proteja rovers e robôs das condições extremas da chamada “noite lunar”. Este período dura cerca de 14 dias terrestres e pode registrar temperaturas inferiores a -200 °C, representando um dos principais desafios para a exploração contínua do satélite natural.
Wang Qiong também destacou que a estufa pode facilitar operações de longo prazo na Lua, permitindo maior resistência dos equipamentos e a permanência de missões na superfície. Recentemente, a missão Chang’e-6 trouxe à Terra, em junho de 2024, cerca de 1,9 quilo de amostras do lado oculto da Lua, algo inédito até então. As análises desse material revelaram novos dados sobre a formação e evolução dessa região do satélite.
A missão Chang’e-6 contou com cooperação internacional, levando equipamentos científicos de países como França, Itália e da Agência Espacial Europeia. A China, que até hoje enviou apenas robôs à Lua, está aprimorando rapidamente suas capacidades espaciais e planeja enviar um astronauta à Lua até 2030.
Para isso, a CNSA está preparando todo o equipamento necessário para realizar um pouso tripulado. Em agosto de 2025, testou o módulo lunar que espera levar os primeiros chineses à Lua. Os sistemas de subida e descida do módulo de pouso foram verificados em um local na província de Hebei, projetado para simular a superfície lunar, com um revestimento especial para imitar a refletividade do solo lunar, além de estar coberto com rochas e crateras.

