O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou que as exportações globais de carne bovina devem crescer em 2026. A revisão mais recente elevou as projeções devido a uma demanda internacional mais firme.
A estimativa global para 2026 foi ajustada para 13,81 milhões de toneladas em equivalente carcaça, representando um aumento de 2,05% em relação à projeção anterior de dezembro de 2025, que era de 13,53 milhões de toneladas. Apesar do crescimento, o número ainda é inferior ao resultado de 2025, que foi de 13,93 milhões de toneladas, considerado um recorde recente.
No Brasil, a projeção de exportações também foi revisada para cima, com expectativa de embarques de 4,28 milhões de toneladas em equivalente carcaça em 2026, comparado a 4,00 milhões de toneladas em dezembro de 2025. Contudo, o volume projetado ainda deve ser levemente inferior ao desempenho de 2025, quando o país exportou 4,38 milhões de toneladas.
O relatório do USDA também aponta uma revisão para baixo na demanda chinesa, que é o principal destino da carne bovina brasileira. A expectativa para as importações da China em 2026 foi reduzida em 14,7%, passando de 3,75 milhões de toneladas para 3,20 milhões de toneladas. Se essa nova estimativa se confirmar, será o menor volume importado pela China desde 2021, indicando uma desaceleração significativa no principal mercado global de carne bovina.
No primeiro trimestre de 2026, as exportações de carne bovina in natura totalizaram 701,64 mil toneladas, um avanço de 19,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 586,36 mil toneladas.
O USDA também confirmou uma queda na produção de carne bovina nos Estados Unidos em 2025, devido à menor oferta de animais e ajustes na estrutura produtiva. A produção total de carne vermelha somou 53,8 bilhões de libras, com um recuo de 2% na comparação anual. A carne bovina atingiu 26,1 bilhões de libras, uma queda de 4%, enquanto a carne suína chegou a 27,6 bilhões de libras, com alta de 1%, mostrando estabilidade no segmento.
Os dados reforçam a concentração regional da produção, com Iowa respondendo por 16,6% do total, seguido por Nebraska com 14,4%, Kansas com 10,4% e Texas com 8%, que juntos somam quase metade da produção de carne vermelha dos Estados Unidos. Na indústria, houve uma leve expansão da capacidade produtiva, com o número de plantas sob inspeção federal passando de 1.089 para 1.127 unidades, enquanto o total de estabelecimentos chegou a 2.923, com um acréscimo de sete plantas. O Texas liderou a abertura de novas unidades inspecionadas, com nove novos registros, totalizando 78 plantas.


