Promotores especiais da Coreia do Sul solicitaram nesta sexta-feira, 24 de abril de 2026, uma pena adicional de 30 anos de prisão para o ex-presidente Yoon Suk Yeol, atualmente detido e condenado à prisão perpétua.
Yoon é acusado de ter ordenado o sobrevoo de drones militares sobre a Coreia do Norte em 2024, com a intenção de criar um pretexto para declarar a lei marcial naquele ano. Essa tentativa fracassou e resultou em seu processo de impeachment, destituição e condenação à prisão perpétua por “insurreição” em fevereiro.
Em comunicado, os promotores afirmaram que buscam a nova sentença por acusações de “auxílio ao inimigo”. Eles argumentaram que os esforços de Yoon para “fabricar condições de guerra” minaram a segurança nacional e aumentaram as tensões com a Coreia do Norte. Além disso, a operação levou ao vazamento de informações confidenciais, incluindo detalhes sobre as capacidades das forças de segurança, após a queda dos drones, conforme informou a agência de notícias Yonhap.
Yoon apresentou recurso, alegando que ordenou a medida “apenas pelo bem da nação”. O ex-presidente, que está detido em regime de isolamento, nega ter atuado de forma errada e afirma que suas ações visavam “proteger a liberdade” e restaurar a ordem constitucional diante do que chamou de uma “ditadura legislativa” liderada pela oposição.
O Ministério Público o acusou de liderar uma “insurreição” motivada por um “desejo de poder orientado para a ditadura e o comando de longo prazo”. A lei sul-coreana prevê apenas duas punições para a insurreição: prisão perpétua ou pena de morte. Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por outras acusações. Outros funcionários de alto escalão também foram condenados por participação na tentativa de declarar a lei marcial.

