O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu o secretário da Marinha, John Phelan, na quarta-feira, 22 de abril de 2026. Esta exoneração é a mais recente de uma série de mudanças no alto escalão militar desde o início de seu segundo mandato.
Trump comentou sobre Phelan, afirmando: “Ele é um homem muito bom. Eu realmente gostava dele, mas ele teve alguns conflitos, não necessariamente com o Pete, mas com outras pessoas”, referindo-se ao secretário de Defesa, Pete Hegseth. A reformulação no comando das Forças Armadas tem gerado preocupação em Washington, especialmente por ocorrer em um período de conflito, onde a continuidade é considerada crucial.
A demissão de Phelan se deu após meses de atritos com Hegseth, especialmente por Phelan ter apresentado propostas diretamente ao presidente, contornando a cadeia de comando. Phelan, que não tinha experiência relevante na área militar, era conhecido por ser um doador de campanha de Trump, o que gerou desconforto interno.
Outras exonerações também marcaram o início do mandato de Trump. O general Charles Q. Brown, então chefe do Estado-Maior Conjunto, foi demitido, sendo o segundo oficial negro a ocupar o cargo. Sua saída ocorreu em meio a críticas de Trump a políticas de diversidade do governo anterior. A almirante Lisa Franchetti, a primeira mulher a liderar um ramo das Forças Armadas, também foi afastada.
Em abril de 2025, o general Timothy Haugh, diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), foi demitido sem justificativa oficial, em meio a uma onda de cortes que afetou mais de uma dúzia de integrantes do Conselho de Segurança Nacional. O chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, também foi exonerado por Hegseth durante o reforço da presença militar dos EUA no Oriente Médio.
Na mesma ocasião, o general David Hodne e o major-general William Green foram afastados. O tenente-general Jeffrey Kruse, que chefiava a agência de inteligência do Pentágono, foi demitido em agosto de 2025, também sem explicações. A almirante Linda Fagan, primeira mulher a liderar um ramo das Forças Armadas, foi afastada do comando da Guarda Costeira no primeiro dia do segundo mandato de Trump, criticada por um suposto foco em políticas de diversidade.

