A Justiça brasileira decidiu em favor do rapper L7NNON, permitindo que ele mantenha seu nome artístico. A decisão foi proferida em 24 de abril de 2026.
Yoko Ono, viúva de John Lennon, havia solicitado a mudança do nome artístico de Lennon dos Santos Barbosa Frassetti, alegando que poderia haver confusão com o ex-integrante dos Beatles. O pedido foi inicialmente aceito pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), mas o caso foi levado à Justiça.
A defesa de L7NNON argumentou que seu nome artístico apresenta uma identidade visual única, substituindo a letra ‘E’ pelo número ‘7’. Além disso, o nome de batismo do rapper, Lennon, faz referência a um personagem da novela Top Model, de 1990.
A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) decidiu, por maioria, que a coexistência dos nomes é possível e que não há confusão real no mercado. O acórdão destaca que ‘o sinal ‘L7NNON’ apresenta estilização gráfica relevante’, criando uma identidade própria que se comunica com o público jovem e urbano, consumidor de rap e trap.
O tribunal também afirmou que a manutenção do nome artístico de L7NNON não prejudica a história e o patrimônio de John Lennon. Yoko Ono ainda pode recorrer da decisão.

