Uma mulher de 37 anos foi resgatada no dia 19 de abril após ser mantida em cárcere privado e submetida a tortura em um apartamento no bairro Itapoã, em Vila Velha, na Grande Vitória. Um casal, composto por uma mulher de 30 anos e um homem de 40, foi preso suspeito do crime.
A vítima foi encontrada amarrada a um colchão com um cinto, nua, apresentando diversos ferimentos pelo corpo e coberta por fezes. Policiais relataram que havia um forte odor no ambiente. A porta do quarto estava apenas encostada e a mulher não tinha condições de se locomover.
O caso foi descoberto após a Polícia Militar ser acionada por um professor de Educação Física de 43 anos, que foi chamado por Nilo Perovano Ferreira, de 40 anos. Nilo disse ao professor que uma colega havia caído e não estava movimentando as pernas. Ao chegar ao local, o professor encontrou a mulher em estado crítico e tentou pedir socorro, mas foi agredido por Nilo, que quebrou seu celular e o empurrou escada abaixo, causando ferimentos em sua cabeça.
Os policiais chegaram ao endereço indicado e encontraram Nilo e sua namorada, Lorrane Martins dos Santos, em frente à residência. O casal inicialmente alegou que o desentendimento com o professor ocorreu porque ele tentou beijar Lorrane à força. Contudo, os policiais desconfiaram da situação devido ao estado do professor e ao forte odor de fezes vindo do local, e decidiram entrar no imóvel.
Dentro do apartamento, os policiais ouviram um gemido e encontraram a mulher em condições deploráveis. Nilo admitiu que mantinha a vítima detida há cerca de duas semanas e afirmou que ela era uma pessoa com deficiência. Um alicate do tipo corta-fio, que teria sido utilizado para agredir a mulher, foi apreendido no local.
Após a prisão, Nilo e Lorrane foram autuados em flagrante por tortura, tentativa de homicídio, cárcere privado e associação criminosa. Ambos negaram as acusações. Lorrane recebeu alvará de soltura e deixou o sistema prisional no dia 21 de abril. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

