As investigações do escândalo do INSS completam um ano nesta semana, marcadas por uma disputa entre a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o controle das delações.
A PGR não reconhece negociações feitas isoladamente pela PF e deve solicitar providências ao ministro André Mendonça, seguindo o mesmo roteiro adotado na colaboração de Mauro Cid, quando a procuradoria chegou a desqualificar os depoimentos do delator.
No caso de Cid, a delação foi mantida pelo ministro Alexandre de Moraes, mesmo diante da contrariedade da Procuradoria.
No caso das colaborações do INSS, o ministro André Mendonça deve adotar critérios rigorosos para avaliar os depoimentos prestados, as provas de corroboração apresentadas e a efetividade dos fatos delatados para decidir sobre a concessão de benefício e a homologação.
Mendonça recebeu os anexos do acordo de Maurício Camisotti, empresário apontado como um dos líderes do esquema no INSS, e despachou a documentação para o gabinete de Paulo Gonet, que analisará detalhadamente o que foi apresentado.
Se não conseguir evitar a delação exclusivamente da PF, a PGR poderá solicitar mais provas, detalhamentos ou novas diligências.

