O governo federal tem promovido diversas concessões às igrejas evangélicas, incluindo a distribuição de lotes em assentamentos da reforma agrária para a construção de templos e a liberação de recursos para a realização da ‘Marcha para Jesus’.
Além disso, acordos foram firmados com entidades para implementar programas de inclusão e qualificação profissional. Apesar dessas iniciativas, a rejeição ao presidente Lula entre os evangélicos aumentou, alcançando 68% segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 15 de abril.
Desde o início do governo, o Incra autorizou o uso de terras em assentamentos para várias igrejas evangélicas, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Assembleia de Deus. Os lotes são entregues gratuitamente.
Recentemente, o governo também transferiu recursos diretos para eventos religiosos em todo o Brasil. Os ministérios do Turismo e da Cultura assinaram convênios que garantem repasses de R$ 220 mil a R$ 450 mil para cinco ‘Marchas para Jesus’ e dois festivais de música gospel, com recursos já enviados para cidades como Santa Maria (RS) e Ribeirão Claro (PR).
No final de 2025, foram liberados R$ 950 mil para festivais de música em Porto Alegre (RS) e Cuiabá (MT). O governo também firmou acordos permitindo que igrejas utilizem estruturas públicas para eventos, como a autorização da Igreja Internacional da Graça de Deus para usar a Arena Carioca no Rio de Janeiro.
Em julho do ano passado, o então ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellingon Dias, assinou um protocolo de adesão de 16 entidades evangélicas ao Programa Acredita no Primeiro Passo, permitindo a participação das igrejas em ações de inclusão socioeconômica.
A oposição, no entanto, acredita que essas medidas não serão suficientes para reverter a desaprovação do presidente entre os religiosos. O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que a rejeição a Lula está relacionada à defesa que ele fez do comunismo e do aborto, ressaltando que ‘não adianta querer agradar em ano de eleição’.

