Um novo grupo feminino da Indonésia, chamado No Na, está ganhando destaque nas redes sociais. O quarteto se tornou uma sensação no início de 2026, após o videoclipe de sua nova música, “Work”, viralizar, acumulando mais de 9,5 milhões de reproduções no Spotify em apenas dois meses, além de números semelhantes no YouTube.
A coreografia eletrizante da música inspirou um desafio de dança, especialmente um movimento de ponte (backbend) realizado por uma das integrantes. Embora o K-pop tenha dominado as paradas globais na última década, o Sudeste Asiático ainda não havia penetrado no mercado ocidental da mesma forma, especialmente com um grupo que valoriza suas raízes como o No Na.
Em entrevista, as integrantes Esther, Baila, Christy e Shaz expressaram o desejo de apresentar a Indonésia, o maior país de maioria muçulmana do mundo, a um público global. Elas destacaram referências ao batik, vestimenta tradicional da Indonésia, em seus figurinos.
Segundo o grupo, sua música, com letras em inglês e ocasionalmente palavrões, pode atrair ouvintes ocidentais ao incorporar instrumentos que são pouco conhecidos.
““Buscamos algo que soasse familiar para as pessoas, mas misturando elementos indonésios”,”
disse Esther, a vocalista principal.
As integrantes, que nasceram e cresceram na Indonésia, mudaram-se para Los Angeles para formar o No Na, estreando em maio de 2025 após dois a três anos de treinamento. O nome No Na significa “Senhorita” em Bahasa, a língua nacional. O vídeo de “Work” começa com o som dos pratos balineses chamados ceng-ceng, e suas músicas frequentemente incorporam instrumentos tradicionais como o gamelan e o suling.
Shaz, a integrante mais jovem, afirmou:
““Sempre tentamos pedir à equipe que inclua elementos da nossa cultura, seja nas roupas, na música ou na coreografia.””
Elas também mencionaram que a identidade de “garotas da ilha” é uma homenagem à sua criação em um país de 17.000 ilhas.
O grupo se junta a uma nova geração de músicos do Sudeste Asiático, incluindo os indonésios Niki e Rich Brian, ambos da mesma gravadora do No Na, a 88rising. O grupo filipino BINI se apresentou no Coachella, e a rapper tailandesa Milli também fez parte do festival.
O sucesso desses artistas reflete um crescente interesse pelo entretenimento asiático no exterior. O No Na já se apresentou em um festival em Tóquio e tem outro agendado para Los Angeles ainda este ano.
““O local dos sonhos seria um grande show na Indonésia. Nunca fizemos isso antes, mas precisamos fazer”,”
concluiu Baila.

