A idosa Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, está desaparecida desde a última quarta-feira, 22 de abril, na região entre os municípios de Bayeux e Santa Rita, na Grande João Pessoa. A família enfrenta angústia e falta de respostas sobre seu paradeiro.
A filha de Milce, Suênia Pessoa, expressou o sofrimento da família em entrevista à TV Cabo Branco. ‘O ruim é isso, é o tempo passando. É uma senhora de idade, e a angústia vai aumentando, porque a gente não sabe o que pode ter acontecido’, desabafou.
A família também relatou a sensação de desassistência e burocracia por parte da Polícia Civil, o que dificulta as investigações. Suênia afirmou que tentaram registrar o desaparecimento no mesmo dia, mas não conseguiram devido a uma instabilidade no sistema policial.
Desde então, parentes e amigos têm realizado buscas por conta própria, com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, mas sem sucesso. ‘Existe uma burocracia que está atrapalhando. A gente está no vácuo, sem saber de nada. Precisamos pelo menos de uma posição’, afirmou a filha.
Milce foi vista pela última vez na manhã de quarta-feira, após sair de casa acompanhada de um amigo e vizinho. Os dois foram ao Hospital Metropolitano, em Santa Rita, onde o homem realizaria exames médicos. Após deixarem a unidade hospitalar, o homem relatou que seguiu com a idosa até uma área de mata próxima ao Educandário de Bayeux, onde ela teria pedido para parar e comer manga. Ele informou que, em determinado momento, perdeu Milce de vista.
Equipes do Corpo de Bombeiros realizaram uma varredura na área indicada, utilizando drones e cães farejadores, mas nenhum vestígio da idosa foi encontrado. A família também percorreu a região, buscou imagens de câmeras de segurança e divulgou o caso nas redes sociais, mas até o momento não há pistas concretas.
O delegado Douglas García, responsável pelo caso, informou que a investigação depende da análise de imagens de câmeras do Hospital Metropolitano para reconstruir a linha do tempo do desaparecimento. O homem que acompanhava Milce tem se mostrado colaborativo e não apresenta resistência em prestar esclarecimentos. Ele mantém a versão de que a idosa desapareceu repentinamente.
Familiares ressaltam que não há acusações formais contra ele até o momento, mas destacam a necessidade de respostas mais rápidas. O delegado confirmou que as diligências estão sendo realizadas, mas a velocidade é um pouco menor devido a folgas no efetivo da delegacia de Homicídios de Bayeux. Na segunda-feira, 27, novas buscas serão definidas.

