O Hospital das Clínicas Doutor Mário Ribeiro da Silveira, em Montes Claros, receberá 14 novos leitos para atender crianças com Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). A abertura das novas vagas foi viabilizada por um repasse de R$ 126 mil da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), conforme a Resolução 11.043, publicada em 22 de abril.
A Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros informou que o recurso será destinado às unidades de saúde, considerando o valor de R$ 150 por dia, durante dois meses. A verba será transferida do Fundo Estadual de Saúde para o Fundo Municipal de Saúde, em conta específica.
Montes Claros, a maior cidade do Norte de Minas Gerais, decretou situação de emergência em saúde pública no dia 16 de abril devido ao aumento de doenças infecciosas virais e casos de SRAG. Dados do Painel da Vigilância de SRAG indicam 1.051 notificações de internações hospitalares na macrorregião, com 29 óbitos registrados.
“O incentivo financeiro disponibilizado pela SES-MG se refere à abertura de novos leitos clínicos de pediatria ou à conversão de leitos para pediatria no Sistema Único de Saúde (SUS), na fase de mobilização e alerta para o atendimento de crianças com SRAG”, afirmou Denílson Paranhos Costa, referência técnica da Coordenação de Redes de Atenção à Saúde na SRS de Montes Claros.
Além do anúncio dos novos leitos, a SRS ressaltou a importância da vacinação contra a gripe e a Covid-19. A imunização é fundamental para prevenir casos graves, especialmente durante o outono e o inverno. O público-alvo na região é de mais de 470 mil pessoas, com a meta do Ministério da Saúde de vacinar 90% desse grupo.
As vacinas estão sendo aplicadas desde o final de março. O público prioritário inclui crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, puérperas, povos indígenas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores, profissionais de segurança, integrantes das Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, doenças crônicas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e adolescentes em medidas socioeducativas.

