A Agrishow 2026, maior feira do setor agrícola da América Latina, acontece em Ribeirão Preto, reunindo mais de 197 mil visitantes de mais de 50 países. O evento ocorre em um cenário de crédito difícil e pouco fluxo de caixa para produtores, especialmente os de médio e pequeno porte.
A feira chega à sua trigésima primeira edição com alternativas como aluguéis de curto prazo, equipamentos seminovos e máquinas menores. Agricultores capitalizados devem focar em inovações como máquinas com inteligência artificial e robôs para a colheita da safra de verão.
Dados da Anfavea indicam que as vendas de máquinas agrícolas no Brasil somaram 9.069 unidades no primeiro trimestre de 2026, incluindo tratores e colheitadeiras. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos tratores de rodas, que representaram cerca de 95% das vendas, com 8.625 unidades comercializadas.
Apesar de uma queda de 16,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quando foram vendidas 10.875 máquinas, o setor mostra sinais de recuperação. Em março, as vendas atingiram 4.116 unidades, quase o dobro do registrado em janeiro.
O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, acredita que a feira servirá como um catalisador para novos negócios, especialmente entre produtores de culturas como cana-de-açúcar, algodão e café, que tiveram ganhos recentes. Ele destaca que a geração de eficiência no campo é crucial para a segurança alimentar e as parcerias do Brasil com mercados externos.
Durante o evento, o Agrishow Labs reunirá startups e empresas de tecnologia, promovendo palestras e painéis sobre tendências e desafios do setor. Os debates abordarão a instabilidade climática, a pressão por produtividade e as mudanças no ambiente global de negócios.
““A feira terá a função de catalisar novos negócios”, disse João Carlos Marchesan.”


