O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), voltou a ironizar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em um vídeo da série “Intocáveis”. O vídeo surge após o decano da Corte, Gilmar Mendes, solicitar que Zema fosse incluído no inquérito das fake news.
No vídeo, uma representação fictícia de Gilmar Mendes pede ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema na investigação. O personagem diz: “Digníssimo, manda tirar isso do ar agora. Esses ‘Intocáveis’, do Zema. E prende esse ‘Chico Bento’ mineiro. Você não tem aquele inquérito das fake news? Que já está aberto há sete anos, onde você coloca tudo que não te agrada, te irrita ou te contraria emocionalmente?”.
O pedido de Gilmar Mendes refere-se a um vídeo publicado por Zema em março, onde ele critica o STF e os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. Os magistrados são retratados como fantoches.
Nesta semana, Mendes solicitou ao relator do inquérito, Alexandre de Moraes, que Zema fosse incluído na investigação. O ministro afirmou ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março e alegou que o conteúdo “vilipendia” não apenas a honra e a imagem do Supremo, mas também a sua própria.
Durante uma entrevista, Gilmar Mendes comentou o pedido e usou um exemplo que considerou ofensivo. Ele disse: “Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”. Posteriormente, Mendes se desculpou nas redes sociais, afirmando: “Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema. Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”.
Em outra parte do vídeo, Alexandre de Moraes é retratado dentro de um avião com logotipos do Banco Master e do STF. O personagem diz: “Saudades de quando o Daniel me ligava só pra ouvir a minha voz. Eu tenho 129 milhões de problemas aqui, tu vai me implicar com o Zema agora? Vorcaro querendo abrir a boca. Deixa quieto isso aí, pelo amor do foro”.
O portal entrou em contato com o Supremo Tribunal Federal, mas ainda não obteve retorno.

