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Leitura: Equador anula partidos de oposição e denuncia ‘perseguição’ do governo Noboa
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Política

Equador anula partidos de oposição e denuncia ‘perseguição’ do governo Noboa

Amanda Rocha
Última atualização: 27 de abril de 2026 09:27
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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A autoridade eleitoral do Equador anulou no domingo, 26 de abril de 2026, dois partidos de oposição, uma ação que gerou denúncias de ‘fraude’ e ‘perseguição política’ em favor do governo do presidente Daniel Noboa.

A decisão foi tomada a sete meses das eleições locais e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) justificou a medida alegando que os partidos Construye e Unidade Popular ‘não cumpriram requisitos para manter’ seu status legal, conforme comunicado oficial.

Os partidos afetados informaram que pretendem recorrer da decisão e acusaram o governo de agir de forma persecutória, afirmando que o CNE atua em favor do partido governista, Ação Democrática Nacional. ‘Os membros do CNE são ativistas do governo Noboa’, afirmou Geovanni Atarihuana, líder do Unidade Popular, em entrevista à rádio equatoriana MQ.

As críticas à atuação do CNE não são recentes. Em novembro de 2025, o órgão já havia inabilitado por nove meses o movimento de esquerda Revolução Cidadã, ligado ao ex-presidente Rafael Correa, devido a uma investigação do Ministério Público.

Além disso, outros partidos políticos e organizações, como o Centro de Pesquisa em Economia e Política, também condenaram as restrições impostas pelo CNE. O presidente Noboa, que está no poder desde 2023, culpa Correa, que se encontra exilado e condenado por corrupção, por diversos problemas enfrentados pelo país, que lida com uma onda de violência e crise econômica.

O político direitista governa com uma agenda rigorosa contra o crime.

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