A autoridade eleitoral do Equador anulou no domingo, 26 de abril de 2026, dois partidos de oposição, uma ação que gerou denúncias de ‘fraude’ e ‘perseguição política’ em favor do governo do presidente Daniel Noboa.
A decisão foi tomada a sete meses das eleições locais e o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) justificou a medida alegando que os partidos Construye e Unidade Popular ‘não cumpriram requisitos para manter’ seu status legal, conforme comunicado oficial.
Os partidos afetados informaram que pretendem recorrer da decisão e acusaram o governo de agir de forma persecutória, afirmando que o CNE atua em favor do partido governista, Ação Democrática Nacional. ‘Os membros do CNE são ativistas do governo Noboa’, afirmou Geovanni Atarihuana, líder do Unidade Popular, em entrevista à rádio equatoriana MQ.
As críticas à atuação do CNE não são recentes. Em novembro de 2025, o órgão já havia inabilitado por nove meses o movimento de esquerda Revolução Cidadã, ligado ao ex-presidente Rafael Correa, devido a uma investigação do Ministério Público.
Além disso, outros partidos políticos e organizações, como o Centro de Pesquisa em Economia e Política, também condenaram as restrições impostas pelo CNE. O presidente Noboa, que está no poder desde 2023, culpa Correa, que se encontra exilado e condenado por corrupção, por diversos problemas enfrentados pelo país, que lida com uma onda de violência e crise econômica.
O político direitista governa com uma agenda rigorosa contra o crime.

