Milhares de pessoas ocuparam ruas de cidades norte-americanas nesta sexta-feira durante os protestos do May Day, data internacionalmente reconhecida como o Dia do Trabalhador. Os atos, organizados por uma coalizão de centenas de entidades, mobilizaram estudantes, professores, trabalhadores e ativistas em defesa de melhores condições de trabalho e justiça social.
O movimento, batizado de “May Day Strong”, convocou um apagão econômico com o lema “sem escola, sem trabalho, sem compras”, exigindo que o país priorize trabalhadores em vez de bilionários. Segundo o Sunrise Movement, mais de 100 mil estudantes aderiram à greve, levando ao cancelamento de aulas em diversas escolas. Entre as principais demandas estão a taxação dos mais ricos, o fim de políticas de imigração consideradas autoritárias e a ampliação da democracia.
Em Nova York, manifestações ocorreram em todos os cinco distritos, com marchas partindo de locais emblemáticos como Bryant Park e Washington Square Park. Durante um protesto em frente à Bolsa de Valores, houve prisões, incluindo a do candidato democrata Chuck Park. O prefeito Zohran Mamdani destacou, em discurso, conquistas históricas dos trabalhadores, como jornada de 40 horas, fim de semana e salário mínimo.
Chicago também registrou milhares de participantes em Union Park, com a presença do prefeito Brandon Johnson e da presidente do sindicato dos professores, Stacy Davis Gates. Em Boston, trabalhadores do aeroporto e manifestantes se reuniram em diversos pontos, culminando em um grande ato no Boston Common, onde a prefeita Michelle Wu ressaltou o papel dos sindicatos na cidade.
Outras grandes cidades, como Los Angeles, São Francisco, Raleigh e Washington, D.C., também sediaram protestos. Em Los Angeles, milhares marcharam do MacArthur Park até o centro. Em São Francisco, trabalhadores do aeroporto bloquearam temporariamente o terminal internacional, resultando em prisões de manifestantes e autoridades, como o senador estadual Josh Becker. Em Raleigh, a adesão de professores levou ao cancelamento de aulas em todo o estado.
Os protestos do May Day de 2026 refletem a continuidade de uma tradição histórica do movimento trabalhista nos Estados Unidos, marcada por reivindicações por direitos, justiça social e resistência a políticas consideradas regressivas. Novas manifestações e paralisações estão previstas ao longo do dia, mantendo o tema dos direitos dos trabalhadores no centro do debate público.


