Líderes progressistas internacionais, como o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e o canadense Mark Carney, defendem uma nova abordagem para a globalização e a ordem internacional, em resposta ao avanço de políticas nacionalistas e à insatisfação com o sistema atual.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou em discurso recente que adversários da ordem internacional “gritam e berram não porque estão vencendo, mas porque sabem que seu tempo está acabando”. Sánchez se referiu àqueles que buscam minar o direito internacional e normalizar o uso da força, em um contexto de reação global ao modelo liberal vigente.
O debate sobre o futuro da globalização ganhou novo fôlego após a fala do canadense Mark Carney, que em Davos descreveu o mundo como estando em “ruptura”. Carney argumentou que países de porte médio precisam agir em conjunto, pois “se não estivermos à mesa, estaremos no cardápio”. Para ele, o caminho não é abandonar a globalização, mas reformulá-la, preservando a abertura e fortalecendo regras internacionais, evitando dependência excessiva de um único país.
Essas manifestações refletem uma reação ao chamado “backlash” representado por Donald Trump e aliados, que buscam remodelar a ordem global. Agora, segundo especialistas, uma nova visão alternativa começa a se consolidar, com foco em cooperação e justiça social.
Florian Ranft, do think tank Das Progressive Zentrum, destaca que os social-democratas estão finalmente reconhecendo as falhas da globalização em promover igualdade e atender aos trabalhadores. O movimento sugere que uma resposta progressista à crise atual está em formação, com potencial para influenciar debates internacionais e políticas públicas nos próximos anos.
O que está em jogo é a redefinição das regras do sistema global, em meio a tensões políticas e econômicas que desafiam a estabilidade e a cooperação entre países.

