O Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (6) que ofertará US$ 125 bilhões em títulos públicos para refinanciar cerca de US$ 83,3 bilhões em dívidas com vencimento em 15 de maio. A operação deve captar US$ 41,7 bilhões em recursos novos junto a investidores privados.
Os leilões ocorrerão entre 11 e 13 de maio e incluem uma nota de três anos no valor de US$ 58 bilhões, com vencimento em 15 de maio de 2029; uma nota de dez anos, de US$ 42 bilhões, com vencimento em 15 de maio de 2036; e uma nota de 30 anos, de US$ 25 bilhões, com vencimento em 15 de maio de 2056.
O Tesouro afirmou que os tamanhos atuais dos leilões “deixam a instituição bem posicionada” para lidar com eventuais mudanças nas necessidades fiscais e na composição do balanço do Federal Reserve (Fed). A expectativa é manter os volumes de emissão de títulos nominais e papéis de taxa flutuante por pelo menos os próximos trimestres.
Além disso, o Tesouro pretende ampliar nas próximas semanas a oferta de Treasury bills de curto prazo e poderá emitir, no fim de maio, um cash management bill (CMB) para atender necessidades sazonais de liquidez relacionadas ao vencimento de cupons. Para junho, a previsão é de redução moderada nas emissões curtas, diante da entrada esperada de receitas tributárias.
Para os títulos indexados à inflação (TIPS), o Tesouro planeja manter os volumes atuais entre maio e julho, com reabertura de TIPS de dez anos em maio (US$ 19 bilhões), reabertura de TIPS de cinco anos em junho (US$ 24 bilhões) e nova emissão de TIPS de dez anos em julho (US$ 21 bilhões). O saldo oficial previsto é de US$ 900 bilhões ao fim de junho, podendo chegar a cerca de US$ 1 trilhão em julho, com margem de erro de mais ou menos US$ 50 bilhões.
O Departamento também anunciou que poderá recomprar até US$ 38 bilhões em títulos fora de referência por razões de liquidez e até US$ 25 bilhões em papéis com vencimento entre um mês e dois anos para gestão de caixa.


