A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta quarta-feira (6) a Operação Centelha, que investiga lavagem de dinheiro e sonegação fiscal ligados ao jogo do bicho no Rio de Janeiro. A família do bicheiro Rogério Andrade está entre os alvos da ação, que cumpre 16 mandados de busca e apreensão em diversos bairros da capital e em Mangaratiba.
A operação concentra-se em uma rede de postos de gasolina que, segundo a investigação, era usada por uma organização criminosa para ocultar patrimônio e praticar crimes tributários. A Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados, incluindo imóveis, veículos de luxo, cotas de empresas e pelo menos 16 embarcações. Entre os alvos estão três policiais civis e um policial militar, cujos bens foram bloqueados tanto em nome próprio quanto por meio de “laranjas”.
Rogério Andrade, apontado como um dos líderes da contravenção no Rio e preso em presídio federal de segurança máxima, é investigado também como mandante de um homicídio ocorrido em 2020. A operação cumpre 16 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios em bairros como Centro, Barra da Tijuca, Campo Grande, Recreio dos Bandeirantes, Taquara, Jacarepaguá, Bangu, Realengo e na cidade de Mangaratiba.
Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa. A Polícia Federal informou que os estabelecimentos eram “secretamente administrados pelos investigados, constituindo um grupo econômico operante no ramo de postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial, estruturado no formato de organização criminosa voltada à prática de crimes tributários e lavagem de capitais”.
A ação reforça o combate a esquemas de lavagem de dinheiro ligados a contravenções no estado do Rio de Janeiro e busca desarticular a estrutura financeira da organização criminosa.

