O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (5) uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que amplia o foco para cartéis de drogas e grupos com ideologias radicais. A medida busca neutralizar ameaças no hemisfério e fortalecer alianças internacionais.
O documento foi assinado na Casa Branca e, segundo Sebastian Gorka, diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, a estratégia é guiada pelo princípio de proteger a América como pátria. A iniciativa inclui a incapacitação das operações de cartéis e o combate a grupos de terrorismo islâmico e organizações com ideologias “anti-americanas, radicalmente pró-gênero ou anarquistas”.
A estratégia amplia a definição tradicional norte-americana de terrorismo para além dos grupos islâmicos, incluindo organizações criminosas transnacionais, como cartéis, e “grupos políticos seculares violentos”, como o movimento antifascista conhecido como Antifa. Gorka afirmou que o governo leva a sério as ideologias que ameaçam a civilização ocidental, os Estados Unidos, a Constituição e a paz.
Além disso, os Estados Unidos planejam buscar mais apoio de países aliados que desejam ser vistos como “nações sérias”. Uma reunião com aliados internacionais está marcada para sexta-feira (8) para discutir a estratégia e as responsabilidades compartilhadas, incluindo a proteção de petroleiros no Estreito de Ormuz e o combate a ameaças jihadistas no Sahel africano.
“Temos uma métrica muito simples: se vocês querem ser considerados uma nação séria, seja protegendo petroleiros no Estreito de Ormuz ou combatendo ameaças jihadistas no Sahel africano, esperamos mais de vocês”, disse Gorka em coletiva de imprensa.


