A Justiça determinou a prisão preventiva de 23 policiais militares suspeitos de participação na chacina de Miracema do Tocantins, ocorrida em 4 de fevereiro de 2022. O grupo teria criado um aplicativo de mensagens chamado “Operação Anamon” horas antes das mortes na delegacia da cidade.
A decisão judicial aponta que os policiais militares investigados criaram um grupo em aplicativo de mensagens com o nome “Operação Anamon” pouco antes da morte de Manoel Soares da Silva e Edson Marinho da Silva na delegacia de Miracema do Tocantins. O nome faz referência ao sargento Anamon Rodrigues, morto em 4 de fevereiro de 2022, após o qual ocorreram seis assassinatos na cidade.
Manoel e Edson foram mortos durante uma invasão armada à delegacia por 15 homens encapuzados que renderam policiais civis e dispararam contra as vítimas. A movimentação das viaturas e a invasão foram monitoradas e planejadas, com adulteração dos sistemas de rastreamento dos veículos e recolhimento de HDs de câmeras de segurança para ocultar provas.
O major Yurg Noleto Coelho foi identificado como liderança informal das equipes à paisana, emitindo ordens e coordenando a operação. A investigação aponta que os policiais agiram em represália à morte do sargento Anamon, envolvendo extrema violência, divisão de tarefas e destruição de evidências.
A Polícia Militar do Tocantins informou que acompanha o caso por meio da Corregedoria-Geral da PMTO, apoia as determinações judiciais e reafirma compromisso com a legalidade e a ética. Os policiais presos se apresentaram na sede do Comando Geral da PM e aguardam os próximos passos da investigação.

