Jiří Dolejš criticou nesta segunda-feira (11) a direção da KSČM por conduzir o partido a um rumo nacional-conservador e pela aliança com o movimento Stačilo!, que ele considera sem futuro político. Expulso em fevereiro de 2025, Dolejš avalia o cenário da esquerda tcheca após as eleições legislativas de 2025.
O ex-deputado e ex-vice-presidente da KSČM, Jiří Dolejš, afirmou que permaneceu fiel a seus princípios e criticou a liderança do partido, liderada por Kateřina Konečná, por direcionar a KSČM para um curso nacional-conservador e por sua aliança com o movimento Stačilo!. Ele destacou que sua expulsão em fevereiro de 2025 ocorreu após críticas constantes à política do partido e ao desencorajamento dos eleitores a votarem em Stačilo!.
Em 2019, Dolejš foi o único deputado da KSČM a apoiar a lei que instituiu 21 de agosto como Dia da Memória das vítimas da invasão soviética de 1968, mostrando divergência com o núcleo radical do partido. A ruptura definitiva com a direção ocorreu após a invasão russa à Ucrânia em fevereiro de 2022, quando Dolejš condenou a agressão e apoiou a resistência ucraniana, rejeitando a propaganda pró-Kremlin dentro da KSČM.
Nas eleições europeias de 2024, Stačilo! surpreendeu ao conquistar 9,56% dos votos e dois mandatos, mas sofreu derrota nas eleições legislativas de 2025, obtendo apenas 4,3% dos votos e ficando fora do parlamento. Dolejš avaliou que tanto KSČM quanto Stačilo! estão desorientados e sem futuro político, enquanto vê potencial na Nová sociální demokracie, projeto de ex-membros da SOCDEM, como uma alternativa democrática e pró-europeia à esquerda.
“Slyším to zleva, zprava, od nevoličů i nešťastných voličů, že by třeba příště rádi dali hlas nějaké rozumné demokratické a proevropské levicové alternativě. Novou sociální demokracii považuji za jednu z možných cest. Momentálně bych se v tomto ohledu klasifikoval jako potenciální sympatizant,” disse Dolejš.

