O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay comunicou nesta segunda-feira (11) que não continuará defendendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI) na investigação da Operação Compliance Zero, que apura suposta propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Ciro Nogueira foi o principal alvo da Polícia Federal na quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes e influência política ligados a Daniel Vorcaro. O senador foi alvo de busca e apreensão na quinta-feira (7). A defesa do parlamentar era conduzida pelo criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que atuou em casos de grande repercussão nacional.
O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay informou que, em comum acordo com o senador, não seguirá atuando na defesa dele neste caso. Na nota, assinada por Kakay e outros advogados do escritório, não foram detalhados os motivos da saída.
A investigação da Polícia Federal aponta que Ciro Nogueira recebia uma mesada de R$ 300 mil do banqueiro Daniel Vorcaro, valor que teria aumentado para R$ 500 mil, segundo relatos. Além disso, Vorcaro teria disponibilizado ao senador um imóvel de alto padrão sem custo e custeado hospedagens, deslocamentos e despesas em viagens internacionais de luxo, incluindo estadias em hotéis como o Park Hyatt New York e restaurantes de alto padrão.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou as diligências com base nas provas reunidas pela Polícia Federal. A defesa de Ciro Nogueira repudiou qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar, no dia da operação.

