O novo governo da Hungria anunciou em 11 de maio que revisará o financiamento e as condições da expansão da usina nuclear de Paks, conduzida pela estatal russa Rosatom, sem romper a parceria energética com Moscou.
Istvan Kapitany, indicado para o Ministério da Economia e Energia, afirmou que a Hungria pretende diversificar suas importações de energia após anos de forte dependência da Rússia. No entanto, ressaltou que o país não pretende interromper completamente as compras russas.
O projeto de expansão da usina nuclear de Paks, estimado em 12,5 bilhões de euros, prevê a instalação de dois reatores nucleares VVER de fabricação russa. Ele se tornou símbolo da proximidade entre Budapeste e Moscou durante o governo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán.
“Precisamos de uma estratégia nuclear transparente”, disse Kapitany, acrescentando que os contratos do projeto são classificados e ainda serão examinados pela nova administração.
O primeiro-ministro Peter Magyar, que assumiu o cargo em 9 de maio após vitória eleitoral expressiva, prometeu reconstruir as relações com a União Europeia. A indicada para o Ministério das Relações Exteriores, Anita Orbán, afirmou que a Hungria buscará uma relação “igualitária e transparente” com a Rússia. “A Rússia continuará sendo uma parceira, mas a relação não pode ser baseada em dependência unilateral”, declarou.

