O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão temporária da cota tarifária anual para importação de carne bovina a partir de 11 de maio de 2026. A iniciativa busca ampliar a oferta da proteína e conter a inflação dos alimentos no país.
A suspensão da cota tarifária permitirá que países exportadores aumentem as vendas de carne bovina aos EUA pagando tarifas menores, facilitando a entrada de cortes e carne moída no mercado norte-americano. A medida ocorre diante da alta histórica nos preços da proteína, que acumula aumento de cerca de 40% nos últimos cinco anos.
Além disso, a administração Trump planeja ampliar linhas de crédito e facilitar o acesso a financiamento para pecuaristas americanos. Também estão previstas flexibilizações em regras regulatórias, como a identificação eletrônica do gado e medidas ambientais relacionadas à proteção de lobos, frequentemente criticadas pelos produtores.
Segundo o analista de mercado Geraldo Isoldi, “Nós já contávamos com a continuidade do aumento do volume de exportações para os EUA, movimento que começou no ano passado, para compensar parte das potenciais perdas decorrentes das salvaguardas chinesas. Uma facilidade nas tarifas nesse momento vem de bom grado”.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que a pressão sobre os preços da carne está ligada à redução do rebanho bovino ao menor nível em 75 anos, causada por seca e perdas durante a pandemia. O governo avalia que a ampliação das importações ajudará a aumentar a oferta no curto prazo, enquanto a redução de custos e burocracias deve estimular a produção doméstica nos próximos anos.

