Um vídeo viralizou em 10 de maio mostrando um homem ingerindo detergente da marca Ypê, em meio à polêmica sobre o recolhimento de 24 produtos da empresa pela Anvisa por risco sanitário.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de 24 produtos da Ypê, todos lotes que terminam com o número 1, após constatar descumprimentos relevantes na produção durante fiscalização realizada em articulação com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). A decisão gerou repercussão nas redes sociais, especialmente após o vídeo de um homem ingerindo um detergente da marca viralizar no dia 10 de maio.
O médico generalista e legista Roger Ancillotti, professor de Medicina Legal e Ciências Forenses da Universidade Cândido Mendes e da PUC-Rio, alertou que o detergente jamais deve ser ingerido, pois casos de ingestão podem ser fatais. Ele também destacou o risco de intoxicações acidentais causadas pelo armazenamento inadequado dos produtos, como em recipientes de bebidas ou próximos a alimentos.
Em meio à controvérsia, a Ypê informou que mantém paradas as linhas de produção da fábrica de produtos líquidos em Amparo, São Paulo, desde 7 de maio, mesmo após obter decisão provisória favorável na Justiça que suspende temporariamente a proibição da Anvisa. A empresa afirmou que a medida visa acelerar a adoção das correções apontadas pela fiscalização e reafirmou seu compromisso com a segurança dos consumidores.
O caso também ganhou dimensão política, com apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhando vídeos e alegando que o governo do presidente Lula estaria usando a Anvisa para perseguir a empresa, que declarou apoio a Bolsonaro nas eleições de 2022. Apesar disso, há manifestações nas redes sociais de consumidores que afirmam que continuarão consumindo os produtos da marca.

