Uma mulher francesa repatriada do cruzeiro MV Hondius, afetado por surto de hantavírus, permanece em estado grave em Paris, com ventilação mecânica e cuidados intensivos.
A paciente, com mais de 65 anos e doenças pré-existentes, está ligada a um pulmão artificial e a um sistema de derivação sanguínea, segundo o médico Xavier Lescure, que acompanha o caso. Ela apresenta a forma mais grave de comprometimento cardiopulmonar.
O hantavírus, endêmico na Argentina, de onde o cruzeiro partiu em abril, não possui vacina nem tratamento específico. Três passageiros do navio, incluindo um casal holandês e uma mulher alemã, morreram, e outras pessoas contraíram o vírus.
Um homem italiano de 25 anos foi colocado em quarentena preventiva após apresentar sintomas compatíveis com hantavírus. Amostras biológicas foram enviadas ao Instituto Lazzaro Spallanzani, em Roma, para confirmação. Um paciente espanhol também foi diagnosticado e está isolado em hospital militar em Madri, com estado estável.
O Ministério da Saúde da Espanha informou que todos os 14 espanhóis evacuados do navio foram testados por PCR, com um resultado provisoriamente positivo. Autoridades de saúde de sete países confirmaram casos relacionados ao surto no cruzeiro. Apesar da gravidade, o risco para a saúde pública mundial é considerado baixo, e comparações com a pandemia de Covid-19 foram descartadas.

