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Economia

Abit critica fim da taxa sobre compras internacionais e alerta para impacto na indústria têxtil

Laura Ferreira
Última atualização: 14 de maio de 2026 04:55
Laura Ferreira
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Tempo: 2 min.
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A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) criticou nesta terça-feira (12) a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de extinguir a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, a partir de amanhã.

Em manifesto divulgado na noite desta terça-feira, a Abit afirmou que a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras, representando uma ameaça à indústria nacional, ao varejo formal e à geração de empregos no país. “Trata-se de uma decisão extremamente equivocada, que penaliza de modo direto quem investe, produz, emprega e acredita no Brasil”, diz o comunicado.

A entidade destacou que cerca de 80% das peças comercializadas no país custam menos de US$ 50 (R$ 245), faixa que agora ficará isenta da tributação. Segundo a Abit, empresas nacionais enfrentam carga tributária elevada, juros altos, custos logísticos e exigências regulatórias que não recaem da mesma forma sobre concorrentes internacionais.

O setor têxtil é um dos maiores empregadores da indústria brasileira, presente em mais de 60% dos municípios, com mulheres ocupando 80% dos postos de trabalho. A associação alertou que a medida pode reduzir investimentos produtivos e afetar a arrecadação federal, que somou R$ 1,78 bilhão em receitas provenientes das encomendas internacionais nos quatro primeiros meses de 2026.

A Abit afirmou que continuará atuando junto ao Congresso e às autoridades em defesa da indústria nacional, da concorrência justa e da manutenção dos empregos formais no setor.

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