Punta Marina, vila litorânea no norte da Itália, enfrenta aumento da população de pavões que circulam livremente pelas ruas e jardins. Moradores se dividem entre incômodo com barulho e sujeira e defesa da presença das aves.
A vila de Punta Marina, no município de Ravenna, região da Emília-Romanha, tem cerca de 120 pavões que circulam livremente entre carros, jardins e ruas residenciais. O aumento da população das aves nas últimas décadas tem provocado debates entre moradores e turistas, especialmente durante a primavera, quando os pavões intensificam os cantos noturnos e circulam mais em áreas urbanas.
Moradores como o aposentado Marco Manzoli, de 81 anos, reclamam dos transtornos causados pelos pavões, que incluem perturbação do sono, sujeira nas ruas, danos à lataria dos carros e atrapalho no trânsito. Mara Capasso, de 57 anos, também defende a retirada das aves para áreas naturais, como pinhais e bosques, para evitar conflitos.
Por outro lado, moradores como o confeiteiro Claudio Ianiero, de 64 anos, veem os pavões como parte da identidade local. Ele explica que as aves buscam refúgio na cidade para escapar de predadores naturais, como lobos e raposas, e que a convivência sempre existiu. Ianiero chama os pavões de “algo mágico” para Punta Marina.
A prefeitura de Ravenna já tentou controlar a população de pavões, mas enfrentou resistência. Em 2022, uma tentativa de realocação fracassou, e em 2024 foi lançada uma campanha para orientar moradores e turistas a não alimentarem as aves. Novas propostas de adoção das aves surgem de outras regiões da Itália, enquanto moradores como Emanuele Crescentini defendem a coexistência equilibrada entre humanos e pavões.

