São Paulo dobrou o número de Indicações Geográficas reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) nos últimos três anos, passando de 7 em 2023 para 14 em 2026. Dez dessas certificações são voltadas ao setor agropecuário, valorizando produtos regionais e fortalecendo a economia local.
O avanço das Indicações Geográficas (IGs) em São Paulo reflete a consolidação de uma política pública da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) voltada à valorização da produção regional. A secretaria atua na divulgação, certificação sanitária, delimitação geográfica e orientação técnica aos produtos em processo de registro.
Segundo o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), produtos com Indicação Geográfica registram valorização média entre 20% e 50% após a certificação. Essa valorização amplia a renda, a competitividade e o acesso a novos mercados, além de fortalecer agricultores, associações e o desenvolvimento regional.
Em 2024, a Secretaria de Agricultura implantou um Grupo Técnico que reúne áreas estratégicas como Pesquisa, Extensão Rural, Defesa Agropecuária, Codeagro e Câmaras Setoriais para apoiar, articular, planejar e orientar produtores e associações nos processos de reconhecimento das IGs. O secretário Geraldo Melo Filho afirmou que as Indicações Geográficas são um importante instrumento para valorizar a produção rural paulista e fortalecer toda a cadeia produtiva.
São Paulo tem atualmente cinco pedidos de Indicação Geográfica em análise no INPI, incluindo batata-doce de Presidente Prudente, café e cachaça do Circuito das Águas Paulista, vinho de Jundiaí e café da Cuesta Paulista. A Secretaria também oferece um manual orientativo para produtores interessados em iniciar o processo de certificação.

