Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, cobrou a liberação de cerca de R$ 62 milhões para financiar o filme ‘Dark Horse’, cinebiografia de Jair Bolsonaro, com recursos ligados a Daniel Vorcaro, empresário dono do Banco Master. O senador também é alvo de suspeitas de lavagem de dinheiro e compra de imóveis incompatíveis com seu patrimônio.
Nos anos 1980, Jair Bolsonaro, ainda tenente do Exército, demonstrava “excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente”, segundo relatório da Diretoria de Cadastro e Avaliação do extinto Ministério do Exército. Aos 28 anos, ele tentou um empreendimento irregular de garimpo de ouro na Bahia, acompanhado por militares sob seu comando, o que resultou em processo disciplinar.
Flávio Bolsonaro, seu filho, é suspeito de operar um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma franquia de lojas de chocolates e de compras subfaturadas de apartamentos no Rio de Janeiro. Ele adquiriu uma mansão no Lago Sul, Brasília, por quase R$ 6 milhões, valor incompatível com seu patrimônio, financiada por um empréstimo de R$ 3,1 milhões do Banco de Brasília, sob comando do governador Ibaneis Rocha.
Em telefonema, Flávio cobrou do banqueiro Daniel Vorcaro a liberação de recursos para viabilizar o filme ‘Dark Horse’, que custaria cerca de R$ 62 milhões, valor superior a grandes produções brasileiras recentes. Vorcaro, que também comprou metade de Brasília, atua como mecenas da cinebiografia e tem ligação com o Banco Master, instituição que enfrentou problemas financeiros sob sua gestão.
O financiamento do filme e as suspeitas de lavagem de dinheiro revelam um esquema de enriquecimento pessoal e uso político da extrema-direita brasileira, que busca controlar instituições e obter vantagens financeiras, conforme especialistas do setor.

