A Americanas registrou um prejuízo de R$ 329 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da varejista subiu 20,2%, alcançando R$ 3,08 bilhões, e o Ebitda ajustado ficou positivo em R$ 15 milhões.
O balanço divulgado nesta quarta-feira (13) mostra que o prejuízo da Americanas caiu de R$ 496 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 329 milhões em 2026. A receita líquida avançou 20,2%, chegando a R$ 3,08 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado passou de resultado negativo de R$ 26 milhões para positivo de R$ 15 milhões.
A empresa opera atualmente 1.148 lojas e possui cerca de 40 milhões de clientes ativos, com uma média de 92 milhões de visitas mensais entre lojas físicas, site e aplicativo. O indicador Vendas nas Mesmas Lojas (SSS), que mede o crescimento orgânico das vendas em lojas com pelo menos 12 meses de operação, cresceu 22% no primeiro trimestre, impulsionado pela Páscoa e campanhas como a de volta às aulas. A SSS acumulada em quatro meses subiu 7,8%, indicando consistência na melhora dos resultados.
Em março de 2026, a Americanas solicitou o encerramento da recuperação judicial após cumprir integralmente as obrigações do plano. A crise da empresa começou em 2023, quando foi revelado um rombo bilionário na contabilidade, atribuído posteriormente a fraude da antiga diretoria. O presidente-executivo, Fernando Dias Soares, afirmou que a empresa acelera seu plano de transformação estrutural com foco na loja física para alcançar crescimento sustentável.
Após a solicitação de encerramento da recuperação judicial, a empresa aguarda decisão final da Justiça do Rio de Janeiro. A Americanas segue com a estratégia centrada na loja e no crescimento do comércio online para fortalecer sua recuperação financeira.

