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Tecnologia

Segundo dia do SPIW aborda custos humanos da aceleração tecnológica e alerta para crise climática

Eduardo Mendonça
Última atualização: 15 de maio de 2026 07:55
Eduardo Mendonça
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Tempo: 3 min.
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O segundo dia do São Paulo Innovation Week (SPIW), realizado em 14 de maio, focou nos impactos emocionais, sociais e ambientais da tecnologia e da sociedade hiperconectada. O evento reuniu especialistas para debater sustentabilidade, saúde mental e os desafios da inteligência artificial.

O SPIW apresentou uma performance da Orquestra Bachiana Filarmônica iniciada por um robô maestro, seguida pela condução do maestro João Carlos Martins, que destacou que “Nada substitui o coração e a alma de um ser humano”. À noite, um show de drones iluminou o céu do Pacaembu, reforçando o fascínio tecnológico do evento.

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel alertou sobre os riscos de terceirizar habilidades cognitivas para a automação e criticou a passividade gerada pelas plataformas digitais: “Quando está rolando a tela, você está sendo um consumidor passivo de uma empresa que está ganhando dinheiro às suas custas”. Ela enfatizou a importância de usar a inteligência para desenvolver valores individuais e pensar adiante.

Em debate sobre sustentabilidade, o professor Antonio Marcio Buainain, da Unicamp, defendeu que o agronegócio brasileiro deve assumir radicalmente a agenda da sustentabilidade e enfrentar o desmatamento com seriedade. Tania Cosentino, ex-presidente da Microsoft Brasil, criticou empresas que abandonam a pauta após o fim do hype e afirmou que “O líder precisa ter coragem na hora em que vai assinar e deslocar budget para um negócio de sustentabilidade”.

A liderança indígena Txai Suruí ressaltou os impactos da crise climática e criticou a ideia de superioridade humana sobre a natureza: “Se o fim do mundo chegar, será o fim do mundo pelos humanos. A natureza vai permanecer”. A navegadora Tamara Klink alertou que o derretimento do gelo no Ártico transformará a região de ar condicionado natural do planeta em um aquecedor.

O filósofo e ex-ministro da Educação da França, Luc Ferry, avaliou que a era da inteligência artificial representa a maior revolução da história humana, projetando uma queda drástica de empregos e sugerindo uma renda mínima universal financiada por taxas sobre robótica e IA. Priscyla Laham, presidente da Microsoft Brasil, destacou que a IA não pode substituir decisões humanas, mas transforma o trabalho e as empresas.

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