O plano de investimento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, previa cotas que iam de US$ 500 mil a US$ 1,1 milhão, incluindo uma promessa de “oportunidade de imigração” nos Estados Unidos para investidores do pacote mais caro.
O orçamento do filme foi dividido em 40 cotas de US$ 500 mil, totalizando US$ 20 milhões, e cinco cotas de US$ 1 milhão cada. O investidor que adquirisse o pacote mais caro teria direito a uma cadeira no conselho do filme para opinar sobre a produção. O retorno previsto era o valor investido mais 20%, com divisão igualitária do lucro restante entre investidores e produtores.
O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assinou contrato como produtor-executivo em 30 de janeiro de 2024 e tinha como função ajudar na captação de recursos. O contrato inclui a empresa GoUp Entertainment, sediada nos Estados Unidos, como produtora do filme.
A Polícia Federal investiga se recursos repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso por fraudes financeiras, foram usados para financiar despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Eduardo mora no país desde fevereiro do ano passado e não retornou ao Brasil desde então.
O plano de investimento também projetava três cenários para a receita global do filme: US$ 45 milhões, US$ 70 milhões e US$ 100 milhões. A promessa de visto de residência permanente nos EUA constava apenas para investidores do pacote de US$ 1,1 milhão, cerca de R$ 5,5 milhões na cotação atual.


