O bolo-pudim se tornou uma febre gastronômica em 2026 ao combinar duas receitas tradicionais brasileiras, conquistando consumidores e pequenos negócios em diversas cidades do país.
Em Belo Horizonte, a confeiteira Maria Tereza dos Santos vendeu mais de 400 pedaços de bolo-pudim em poucas horas durante a Feira Hippie realizada em janeiro. O doce, vendido a R$ 25 a unidade, gerou filas de clientes que chegaram a esperar até duas horas. Em São José do Rio Preto (SP), Elisângela da Silva Marques comercializou mais de 600 fatias em apenas duas horas, produzindo semanalmente 20 bolos com média de 30 fatias cada, com equipe de oito pessoas.
Já em Juiz de Fora (MG), a confeiteira Raphaela Garbeto Brandi vendeu mais de 500 fatias em dez dias, além de bolos inteiros. Seus vídeos nas redes sociais ultrapassaram 18 milhões de visualizações, e seu perfil soma mais de 20 mil seguidores, evidenciando o impacto digital da sobremesa.
Especialistas como Bruno Sola, CEO da Bunch Marketing & Growth, explicam que o sucesso do bolo-pudim está na combinação de memória afetiva e apelo visual, potencializados pelas redes sociais. “Vídeos curtos e imagens impactantes despertam desejo imediato. A curiosidade gerada no ambiente digital rapidamente se converte em demanda no mundo real”, disse ele.
A professora Karine Karam, da ESPM e sócia da Markka Pesquisas, destaca que a união do bolo e do pudim ativa conforto e curiosidade, elementos ligados à infância e encontros familiares, criando uma experiência nova sem romper com o familiar. Ela ressalta que o bolo-pudim é “extremamente ‘instagramável’”, com camadas definidas e calda escorrendo, transformando o alimento em experiência e conteúdo.

