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Economia

Exclusão de pessoas LGBT+ no trabalho gera perdas de R$ 94,4 bilhões anuais no Brasil

Laura Ferreira
Última atualização: 17 de maio de 2026 07:55
Laura Ferreira
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Tempo: 2 min.
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O Brasil perde R$ 94,4 bilhões por ano devido a barreiras enfrentadas por pessoas LGBT+ no mercado de trabalho, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Mundial em parceria com o Instituto Matizes e o Instituto Mais Diversidade.

O estudo “Custo econômico da exclusão baseada em orientação sexual, identidade e expressão de gênero e características sexuais no mercado de trabalho brasileiro” reuniu dados de 11.231 participantes em meados de 2025 para avaliar os impactos da discriminação e exclusão social sobre emprego, renda e produtividade no país. A pesquisa aponta que a taxa de desemprego entre profissionais LGBT+ é de 15,2%, o dobro da média nacional de 7,7%, e que 37,4% dessas pessoas estão fora da força de trabalho, acima da média geral de 33,4%.

As perdas econômicas anuais chegam a R$ 94,4 bilhões, o equivalente a cerca de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, os prejuízos fiscais relacionados à exclusão somam R$ 14,6 bilhões, resultado da combinação entre menor arrecadação e maior pressão sobre gastos públicos. O diretor do Instituto Matizes, Lucas Bulgarelli, afirmou que “a recorrente violência e os preconceitos contra a população LGBT+, à medida que se somam ao longo da trajetória de vida dessa população, criam barreiras para ingresso no mercado de trabalho que são cumulativas e persistentes”.

O estudo também revela que a exclusão é mais intensa para mulheres e pessoas negras dentro da comunidade LGBT+. Mulheres trans negras enfrentam taxas de desemprego até três vezes maiores e rendimentos até 40% menores. Entre os entrevistados, entre 30% e 65% relataram ter ouvido ou testemunhado discriminação no ambiente de trabalho, e entre 40% e 70% esconderam sua identidade LGBT+ para evitar preconceitos.

Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade, destacou que “as informações apontam como as empresas estão sendo extensão da sociedade em termos de reprodução de estigmas”. O estudo reforça a importância de políticas públicas e empresariais para promover a inclusão e combater a discriminação no mercado de trabalho.

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