Donald Trump enfrenta uma crise de impopularidade nos Estados Unidos, com desaprovação superior a 60% desde março de 2026. A queda na aprovação ocorre em meio a medidas econômicas e conflitos internacionais que afetam a população e a corrida eleitoral.
Pesquisas divulgadas em 11 de maio indicam que Trump tem 36% de aprovação e 63% de desaprovação, com margem de erro de três pontos percentuais. A desaprovação atual é comparável ao pior momento do governo anterior, de Joe Biden, em outubro de 2024, quando o democrata tinha 35% de aprovação. A queda na popularidade de Trump começou após o anúncio de tarifas elevadas em abril de 2025 e se agravou com a ofensiva militar contra o Irã em fevereiro de 2026, que elevou o preço do petróleo e dos combustíveis.
O professor Carlos Gustavo Poggio, especialista em política dos EUA, afirma que a economia é o principal fator da desaprovação: “Isso atinge diretamente o americano e consolidou esse movimento de queda na aprovação”. A inflação e o aumento dos preços pressionam a avaliação negativa do presidente, que também enfrenta críticas por crises internas e investigações.
Nas eleições legislativas marcadas para 3 de novembro, os democratas lideram as pesquisas para retomar o controle da Câmara dos Representantes, com mais de 70% de chance segundo projeções. O Senado deve permanecer sob controle republicano. Poggio avalia que será difícil para Trump reverter o cenário até as eleições, especialmente se os preços da gasolina continuarem altos.
Além dos impactos internos, as decisões de Trump têm repercussão global. A guerra contra o Irã afetou o preço da energia mundial e provocou reações políticas em países como Itália, onde a primeira-ministra Giorgia Meloni sofreu desgaste e derrota em referendo. No Brasil, a inflação de abril foi a maior para o mês em quatro anos, influenciada pelos efeitos da guerra, embora o país seja autossuficiente em petróleo.

