A cor verde dos olhos é a mais rara entre os humanos, presente em apenas 2% da população mundial, segundo a Academia Americana de Oftalmologia (AAO). Essa tonalidade surge de uma combinação genética que regula a quantidade exata de melanina produzida na íris.
Até cerca de 10 mil anos atrás, praticamente todos os seres humanos tinham olhos castanhos. A mudança ocorreu com mutações que limitaram a produção de melanina na íris, dando origem a cores mais claras, como azul e verde.
A cor dos olhos depende da quantidade de melanina e da interação de dezenas de genes. Cerca de 75% da cor é determinada pelo gene OCA2, responsável pela produção do pigmento marrom escuro, a melanina. O gene HERC2 pode reduzir essa produção, resultando em olhos mais claros.
Para ter olhos verdes, é necessária uma combinação específica de genes que produz a quantidade exata de pigmento castanho claro. A cor verde não é causada por pigmento verde, mas pela presença do lipocromo, um pigmento amarelado, que, ao refletir a luz de forma particular, gera a tonalidade verde característica.
Nos Estados Unidos, 9% da população tem olhos verdes, mas a cor ainda é a menos frequente na maioria das populações. A complexidade genética e a interação dos pigmentos tornam os olhos verdes a coloração mais rara entre os humanos.

