A Swatch fechou lojas e limitou filas após tumultos no lançamento do relógio de bolso Royal Pop, feito em parceria com a Audemars Piguet, no domingo (17). O modelo, que custa entre US$ 400 e US$ 420, atraiu milhares de pessoas em várias cidades, incluindo Nova York, Londres, Barcelona, Dubai e Milão.
O lançamento do Royal Pop gerou tumultos em pontos de venda pelo mundo. Em Milão, houve troca de socos entre compradores e seguranças; em Paris, a polícia usou gás lacrimogêneo para controlar a aglomeração. Um homem de 25 anos foi preso em Cardiff, no País de Gales, após cerca de 300 pessoas tentarem entrar em um centro comercial no dia do lançamento.
O relógio combina elementos da linha Pop da Swatch dos anos 1980 com o aro octogonal do Royal Oak, da Audemars Piguet. Com preço entre US$ 400 e US$ 420, está muito abaixo dos valores tradicionais da marca de luxo, o que estimulou a procura e a revenda. Um conjunto com os oito modelos Royal Pop foi vendido por mais de US$ 25 mil na plataforma StockX no dia do lançamento.
A Swatch informou que a coleção continuará à venda por vários meses e que, por questões de segurança, filas com mais de 50 pessoas poderão ser limitadas ou as vendas pausadas em algumas regiões. Cerca de 20 das 220 lojas da marca no mundo foram afetadas pelos problemas, que a empresa atribui ao tamanho excepcional das filas e à organização insuficiente de alguns centros comerciais.
A campanha teve forte repercussão nas redes sociais, com milhões de acessos ao site da Swatch e 11 bilhões de visualizações em publicações relacionadas à colaboração. A estratégia segue a cultura dos “drops”, lançamentos limitados que estimulam filas, disputa e visibilidade online, prática comum em marcas de tênis, brinquedos colecionáveis e fast food.

