Autoridades da República Democrática do Congo (RDC) e de Uganda confirmaram surtos do vírus Bundibugyo, tipo de ebola, que motivaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar emergência em saúde pública de importância internacional em 16 de maio.
O surto teve início no município de Mongbwalu, na província de Ituri, na RDC, onde autoridades emitiram alerta após mortes, inclusive entre profissionais de saúde. O Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa confirmou a presença do vírus Bundibugyo em oito das 13 amostras coletadas no distrito de Rwampara.
Em 15 de maio, o Ministério da Saúde Pública da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Uganda confirmou caso importado e surto subsequente após a morte de um congolês na capital Kampala. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, após consultar os países afetados, classificou a situação como emergência internacional.
A OMS destaca que o ebola é uma doença grave, frequentemente fatal, transmitida por contato direto com fluidos corporais de infectados ou superfícies contaminadas. A taxa média de letalidade é de cerca de 50%, podendo chegar a 90% em surtos anteriores. O controle depende de intervenções como assistência clínica, vigilância, rastreamento de contatos, prevenção de infecções e sepultamentos seguros.
As medidas adotadas incluem envio de equipes de resposta rápida, fornecimento de suprimentos médicos, reforço da vigilância e criação de centros de tratamento seguros, além do engajamento da comunidade para conter a propagação do vírus nas regiões afetadas.

