O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, detalhou nesta terça-feira (19) as ações do Banco Master que chamaram atenção da autoridade monetária e culminaram na liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro de 2025.
Galípolo explicou que a criação de novas carteiras de investimentos pelo Banco Master em meio à crise de liquidez indicou problemas na gestão do banco. “Se você tem um banco com dificuldade de liquidez, você não forma carteira. Se você está com dificuldade de dinheiro, você vende carteira”, afirmou durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.
Em novembro de 2024, o Banco Master assinou um termo de compromisso com o BC para adequar governança, capital e liquidez em seis meses. O banco passou a captar recursos no mercado com garantias do Fundo de Garantia de Créditos (FGC), mas enfrentou restrições para captar pelo FGC e insucesso na tentativa de captar fundos de investimento.
O presidente do BC destacou que a venda de carteiras de investimentos do Banco Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), banco público do Distrito Federal, é investigada pela Polícia Federal por suspeita de fraude em cerca de R$ 12,2 bilhões. A compra do Master pelo BRB foi negada pelo BC.
A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorreu em 18 de novembro de 2025, dez meses após o início da análise das novas carteiras. Antes disso, o banco propôs uma autoliquidação com supostos investidores árabes, desconhecidos do BC. Galípolo ressaltou que a liquidação não representa punição aos gestores, mas uma medida necessária diante da inviabilidade da instituição.

