A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela teve o nome incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol antes da prisão.
Deolane Bezerra retornou ao Brasil na quarta-feira (20), após passar semanas em Roma, na Itália, e foi presa no dia seguinte. A investigação aponta que ela recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, prática conhecida como smurfing, além de quase 50 depósitos somando R$ 716 mil em duas empresas ligadas a ela.
O esquema operava por meio de uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, apontada como controlada pela cúpula do PCC. Mandados foram cumpridos contra Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção, familiares e operadores financeiros.
Imagens no celular de Ciro Cesar Lemos, operador central do esquema, mostram depósitos favorecendo contas de Deolane e Everton de Souza, conhecido como “Player”, operador financeiro do PCC. Everton indicava contas da influenciadora para fechamentos mensais do esquema.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane por indícios de lavagem de dinheiro e origem não comprovada dos valores.


