Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group, afirmou nesta sexta-feira (22) que a crise do caso Master expõe a campanha de Flávio Bolsonaro e revela cansaço do eleitorado com lulismo e bolsonarismo. Ele destacou que há espaço para um candidato da direita que não seja Bolsonaro alcançar o segundo turno.
Garman explicou que o escândalo do caso Master chegou à campanha de Flávio Bolsonaro com mais de cinco meses de antecedência da eleição, o que ainda permite tempo para recuperação. Segundo ele, a crise alimenta um ciclo investigativo que deve gerar novos desdobramentos, incluindo possível delação premiada do ex-banqueiro ligado ao Banco Master.
O diretor-executivo da Eurasia Group afirmou que a Polícia Federal deve reunir novas evidências e que o desfecho provável é que o eleitor conclua que a maioria dos políticos é corrupta, com denúncias atingindo tanto o governo quanto a oposição. Ele chamou esse cenário de “mar de lama” que deve marcar a campanha eleitoral.

