O PL passou a priorizar a manutenção de palanques estaduais competitivos e a eleição de grandes bancadas na Câmara e no Senado diante da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, segundo relatos de integrantes da cúpula da legenda.
Integrantes do PL admitem que a principal preocupação é evitar que o desgaste político da crise afete candidaturas proporcionais e alianças regionais estratégicas para o partido. Atualmente, o PL possui a maior bancada no Congresso, com 97 deputados e 16 senadores, e busca ampliar esses números para 120 deputados e 30 senadores.
Aliados estaduais passaram a recalcular o custo eleitoral de vincular suas campanhas à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, e há receio de que novas revelações sobre a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro possam levar à revisão desse apoio. Apesar disso, o partido mantém publicamente Flávio como candidato, embora o ambiente interno seja de cautela e desconfiança.
O PL também observa um movimento de lideranças estaduais para desvincular suas campanhas regionais da disputa presidencial, especialmente em estados como Santa Catarina, Ceará, Bahia e Minas Gerais. A prioridade é impedir que a crise comprometa a engenharia nacional de alianças do bolsonarismo para as eleições de 2026.
Até o momento, o partido não trabalha formalmente com a substituição da candidatura presidencial, considerando que nenhum outro nome da direita reúne o capital político, o sobrenome Bolsonaro e o apoio da militância conservadora que Flávio ainda mantém.


